Santa Inês de Roma

Virgem e Mártir

História de Santa Inês de Roma

Texto: Expedição 19

Em vários santos a santidade é despertada ao longo de sua vida. Santo Agostinho, Santo Expedito, são exemplos. Já outros a santidade é despertada desde criança. São João Batista, Santa Brígida da Suécia e Santa Maria Goretti, são outros exemplos. Mas vamos falar de Santa Inês, uma moça linda e nobre que apenas com 12 anos de idade já é dona de uma espiritualidade imensa e diz a inúmeros pretendentes, que Cristo é seu esposo. Ela viveu em uma época em que os cristãos eram perseguidos; e quando presos flagelados e martirizados. Apesar de sua pouca idade, além de ser de uma família nobre, Inês foi martirizada aos 13 anos.

Nascida em 291, em Roma, na Itália, Inês é descendente de uma das mais distintas famílias romanas, os Cláudios. Seu nome provém do latim e significa cordeiro, por isso ela também é invocada como padroeira da pureza. Desde criança foi educada pelos seus pais seguindo os preceitos do cristianismo. Muito bonita e virtuosa, aos doze anos de idade, já tem inúmeros pretendentes desejosos de se casar com ela. Mas entre eles há um jovem que é filho do prefeito de Roma.

Um dia, encontra-se com esse jovem rapaz, que fica apaixonado por ela. Ele promete pedrarias e riquezas imensas se ela se casar com ele. Inês lhe diz que já estava prometida em casamento a um outro esposo. Ela se referia a Jesus Cristo. Pois havia crescido e decidido consagrar sua pureza a Deus, resistindo às investidas dos jovens mais ricos da nobreza romana.

Amargurado por ser rejeitado por Inês, o filho do prefeito junto de outros pretendentes resolvem denunciá-la às autoridades como cristã. Inês é levada até o prefeito, que tenta convencê-la primeiro por doces palavras, depois pelo medo. Como Inês tinha pouca idade e além disso era nobre, ele não podia condená-la assim, por isso alegou contra ela sua qualidade de cristã. Inês é levada aos magistrados e recebe ordem de adorar aos deuses romanos, entre eles a deusa Vesta. Ela se recusa energicamente e diz ao juiz: “Pertenço àquele a quem os anjos servem.” O juiz furioso, ordena que ela seja enviada para uma casa de prostituição, onde sua virgindade seria violada. Inês é despida para ser exibida diante de uma audiência pagã, uma experiência aterrorizante para essa jovem virgem. Milagrosamente, Deus faz crescer os cabelos de Inês, que rapidamente cobrem o seu corpo, protegendo-a de sua vergonha. O primeiro homem que tenta abordá-la fica cego por um súbito lampejo de luz e outros decidem por não repetir o mesmo erro. Como nada acontece, Inês é condenada a morte em uma fogueira, que também não consegue queimá-la, por fim é decapitada. Era 21 de janeiro de 304.

Durante séculos, dois cordeiros são trazidos para a igreja de Santa Inês, em Roma e abençoados todos os anos no dia de sua  festa. Quando os cordeiros se transformam em ovelhas, sua lã é tecida em “pálios”, que são estolas que o papa confere aos arcebispos para serem usados nos ombros como símbolos das ovelhas carregadas pelo Bom Pastor. Esse costume é feito até os dia de hoje.

Oração a Santa Inês de Roma

“Ó Deus, que destes à Vossa Igreja, Santa Inês, como exemplo de pureza de vida, ornada de todas as virtudes, fazei que as nossas jovens encontrem nela um modelo de fé e de amor a seguir, servindo somente à Cristo e seu Reino. Por sua vida e por seus méritos, afastai os males da juventude que as rodeia; as drogas, as más companhias, o indiferentismo religioso e todas as tentações do mal. Que Santa Inês interceda a Deus por uma juventude sadia, alegre e animada pela vida, cheia de entusiasmo pelas coisas de Deus e de esperança de um Mundo melhor.” Amém.

Santa Inês de Roma, rogai por nós.

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